Brasil registra aumento de casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas
O Ministério da Saúde divulgou, nesta sexta-feira (10), novo balanço sobre os casos de intoxicação por metanol no país. Até o momento, são 29 casos confirmados relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. O número representa um aumento de cinco casos em relação à última quarta-feira (8).
De acordo com o levantamento, São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 25 registros confirmados. Os outros casos foram notificados no Paraná (3) e no Rio Grande do Sul (1). Além das confirmações, há 217 notificações ainda em investigação, enquanto 249 casos suspeitos foram descartados.
Estados com maior número de suspeitas
O estado de São Paulo também lidera em número de casos sob apuração, com 160 notificações, o que representa cerca de 74% do total. Em seguida, vêm Pernambuco (31), Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4) e Piauí (4). Também há registros de suspeitas em outros estados, incluindo Minas Gerais, com um caso sob investigação.
Mortes e investigações em andamento
Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou cinco mortes provocadas pela ingestão de metanol, todas em São Paulo. Não houve novas confirmações de óbito desde o último boletim. No entanto, 12 mortes ainda estão sendo investigadas, sendo seis em São Paulo e as demais distribuídas entre Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
Risco e alerta à população
O metanol é uma substância altamente tóxica, utilizada na indústria, mas sem uso permitido em bebidas alcoólicas. A ingestão pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades. O Ministério da Saúde reforça o alerta para que a população evite o consumo de bebidas de procedência duvidosa, especialmente aquelas vendidas sem rótulo, lacre ou registro sanitário.
O governo federal mantém as investigações em parceria com os estados e reforça a importância das denúncias às autoridades sanitárias. O objetivo é identificar a origem das bebidas adulteradas e impedir a circulação de produtos que representem risco à saúde pública.
Fonte: Agência Brasil


