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Daniela Sales / Sedese

Governo de Minas transforma Maio Laranja em política permanente de proteção à infância

Campanha estadual amplia ações de prevenção, capacitação e combate ao abuso sexual infantil com apoio da Sedese, Polícia Civil, escolas e rede de assistência social

O Governo de Minas Gerais tem consolidado a campanha Maio Laranja como uma política pública contínua de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Coordenadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com forças de segurança e instituições de proteção, as ações vão além das mobilizações tradicionais do mês de maio e passam a integrar uma estratégia permanente de prevenção, orientação e acolhimento em diferentes regiões do estado.

A iniciativa reúne esforços da assistência social, educação e segurança pública para fortalecer a rede de proteção à infância e adolescência. Entre as principais ações desenvolvidas estão jornadas estaduais de capacitação, blitzes educativas, campanhas de conscientização e atividades nas escolas da rede estadual.

A Sedese tem promovido encontros formativos descentralizados com profissionais da assistência social, conselheiros tutelares e educadores, buscando preparar os municípios para identificar sinais precoces de violência e agir rapidamente diante de suspeitas de abuso. A proposta é garantir que os profissionais estejam aptos a acolher vítimas e encaminhar denúncias de maneira adequada.

Outra frente importante é a realização de blitzes educativas em espaços públicos, com distribuição de materiais informativos e orientação direta à população. As abordagens buscam conscientizar pais, responsáveis e a comunidade sobre mudanças comportamentais que podem indicar sofrimento emocional ou violência sexual contra crianças e adolescentes.

O ambiente virtual também se tornou foco prioritário das campanhas recentes. A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Divisão Especializada em Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), intensificou ações de orientação sobre crimes sexuais praticados pela internet, alertando famílias sobre riscos em redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos online.

Nas escolas estaduais, palestras, rodas de conversa, caminhadas e distribuição de cartilhas educativas têm sido utilizadas para ensinar crianças e adolescentes sobre respeito ao próprio corpo, limites e formas de buscar ajuda. A orientação inclui explicações adequadas à faixa etária sobre partes íntimas, consentimento e identificação de situações de risco.

Especialistas e órgãos de proteção reforçam que o diálogo aberto dentro de casa e nas instituições de ensino é uma das principais ferramentas de prevenção. Entre os sinais de alerta mais observados estão mudanças bruscas de comportamento, isolamento, agressividade, medo excessivo de determinados adultos, distúrbios do sono e queda repentina no rendimento escolar.

As campanhas também orientam famílias a ensinar às crianças a diferença entre “segredos bons”, como surpresas e comemorações, e “segredos ruins”, que causam medo ou desconforto. Outro ponto incentivado é a criação de uma rede de confiança formada por adultos próximos com quem a criança possa conversar livremente.

Em casos de suspeita ou confirmação de violência, o Governo de Minas reforça a importância da denúncia imediata. Os canais oficiais disponíveis incluem o Disque 100, que funciona gratuitamente e de forma anônima 24 horas por dia, além da Polícia Militar pelo telefone 190, delegacias especializadas da Polícia Civil e os Conselhos Tutelares municipais.

A mobilização estadual destaca que o enfrentamento ao abuso sexual infantojuvenil é uma responsabilidade coletiva e depende da atuação integrada entre famílias, escolas, profissionais da rede de proteção e toda a sociedade.

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