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Irã e Estados Unidos recusam proposta de trégua do Paquistão, enquanto Teerã apresenta alternativa

Irã e Estados Unidos rejeitaram, nesta segunda-feira (6), o plano de cessar-fogo proposto pelo Paquistão para interromper o conflito em curso. O governo iraniano, por sua vez, informou que já apresentou uma contraproposta, segundo a agência estatal Irna.

A proposta paquistanesa previa a implementação imediata de um cessar-fogo, seguida por negociações que poderiam resultar em um acordo mais amplo em um prazo de até 20 dias. Entre os possíveis desdobramentos, estava a reabertura do Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o mercado global de petróleo e fechado pelo Irã há mais de um mês.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a elogiar a iniciativa, mas afirmou que o plano ainda não atende plenamente às expectativas. Ele também confirmou que o novo prazo estipulado para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz se encerra nesta terça-feira (7). Segundo Trump, embora haja possibilidade de recuo imediato, o objetivo é “terminar o trabalho”.

De acordo com a agência Irna, o Irã rejeitou a proposta por priorizar negociações que levem ao fim definitivo do conflito, e não apenas a uma pausa temporária. Para o governo iraniano, uma trégua limitada poderia permitir que adversários se reorganizem para novos ataques.

A mesma agência informou que a resposta oficial já foi encaminhada ao Paquistão, incluindo uma contraproposta cujo conteúdo ainda não foi divulgado. O plano original teria sido elaborado e compartilhado com os dois países durante a noite, propondo uma abordagem em duas etapas: cessar-fogo imediato e, na sequência, tratativas para encerrar a guerra de forma permanente.

Informações da Reuters indicam que a proposta também abriria caminho para a reativação do Estreito de Ormuz durante o período de trégua. Já o site norte-americano Axios havia noticiado, no domingo, que Estados Unidos e Irã discutiam um cessar-fogo com duração de 45 dias, que poderia evoluir para um acordo definitivo.

A Reuters não mencionou a participação de Israel na proposta, embora o país integre o conflito ao lado dos Estados Unidos. Ainda assim, decisões de Washington podem influenciar diretamente Tel Aviv, apesar dos interesses próprios israelenses na disputa com Teerã.

Uma fonte ouvida pela agência afirmou que todos os pontos do acordo precisariam ser definidos no mesmo dia, com formalização por meio de um memorando de entendimento concluído eletronicamente sob mediação do Paquistão.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que a resposta diplomática do país já foi formulada e será divulgada no momento considerado adequado. Antes disso, uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou à Reuters que o governo ainda analisava a proposta, mas adiantou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz como parte de um cessar-fogo temporário nem aceitará pressão de prazos para decidir.

Até a última atualização, os Estados Unidos não haviam se pronunciado oficialmente sobre o plano. No domingo, Trump afirmou esperar um acordo de cessar-fogo com o Irã até esta segunda-feira, sem especificar se fazia referência direta à proposta apresentada pelo Paquistão.

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